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21 de outubro de 2016
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21 de outubro de 2016

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Tchau besteirol

diga não À obesidade infantil

A obesidade infantil é um problema sério e está aumentando, no Brasil e no mundo. E essa criança “fofinha” na infância corre riscos de ter problemas graves na infância, além de aumentar suas chances de continuar com seu excesso de peso na idade adulta, com todos os prejuízos que esse excesso traz. Comida boa e nutritiva nas horas certas e atividade para gastar energia são fundamentais. Mas a criança gordinha precisa mesmo é da ajuda de papai e mamãe.

Foi-se o tempo em que as vovós orgulhosas exibiam as perninhas rechonchudas do bebê que todo mundo adorava apertar! Esse bebê fofão ia crescer e começar a subir em árvores, correr pelos quintais, ir e vir à vontade nas ruas. Suas refeições iam ser “o que tem pra hoje” – e quase sempre ia ser arroz, feijão, algum tipo de carne e uma saladinha ou legume acompanhando. Batia a sede? Água. Lanche? Leite, pão, queijo, fruta. Gastando energia assim e comendo comida caseira, esse bebê fofão logo perderia seu excesso de fofura e ganharia energia e crescimento.

Hoje nosso mundo está longe desses quintais e as ruas não são mais tão amigas das crianças. Ganhamos diversão boa e diferente, só que sentadinhos: tv, tablet, videogame. A comida até que pode ser ainda o tradicional arroz com feijão, mas a avalanche de “chamados”, em embalagens e propagandas coloridas, é para um monte de coisas perigosamente deliciosas: biscoitos recheados, bolinhos, hot dogs e salgadinhos, refrigerantes e sucos “na caixinha”.
Não é a toa que o número de obesos na infância e adolescência deu um salto nos últimos trinta anos. Nos anos 70, só 3% dos brasileirinhos entre 6 e 18 anos estavam acima do peso. Dados recentes indicam que esse percentual passou para 47,9% nas crianças entre 5 e 9 anos e 26,35% entre as de 10 e 19. Situação grave e que precisa da ajuda da família.

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Afinal, apenas 5% dos casos de obesidade infantil se devem a fatores hormonais ou doenças. Os outros 95% estão ligados aos hábitos do dia a dia. São esses hábitos e valores que a criança aprende e segue, pelo exemplo e pelo incentivo.

Por isso é tão importante que a família toda mude sua rotina. O que, na verdade, vai ser bom para todo mundo. Sem sofrimento, esses novos hábitos podem ser guiados pela ideia de saúde, de convivência e de prazer. Dietas rígidas e restrições alimentares não têm vez aqui. O importante é descobrir um novo modo de vida, com alimentos saudáveis, atividades físicas e melhor comunicação para diminuir os possíveis sofrimentos “descontados” na comida.

Mão na massa

É mais fácil falar do que fazer. Mas vale a pena tentar. Para a criança, ser obesa agora traz risco de diabetes, problemas no coração, pressão alta e até má formação óssea. Além das dificuldades sociais e emocionais. Não há pai ou mãe no mundo que desejaria isso para os filhos. Então, mão na massa – em quantidade adequada e com molho de tomate cheio de nutrientes! De mãos dadas com a família, e com a orientação dos especialistas, a vida da criança pode dar aquele salto – cheio de energia e rumo a um futuro de saúde e alegria.