D.P.A
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Um bocadinho só
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Por: Auxiliadora Mesquita | Fotos: Eu Que Ti (Juçara Hobold) | Modelos: Isabella e Maria Eduarda| Agradecimento Especial: Sr. Antônio

No mundo ocidental ele é o velhinho mais conhecido de todos – o bom Noel, com seu saco de presentes e seu trenó encantado. Viajando ao redor do planeta e entregando mimos a todos que esperam sua passagem, ele é um símbolo da generosidade, da alegria e da fé. Mas ele também é a lembrança de como a fantasia é poderosa e importante para as crianças.

 

Crescer não é fácil e para os seres humanos ainda traz uma lista longa de etapas a cumprir e habilidades para alcançar. Desde nossos primeiros dias no colo estamos constantemente decifrando o mundo ao nosso redor e tentando fazer com que ele faça sentido. Temos ferramentas especiais e de uma delas as crianças tem amplo domínio e destreza: a fantasia.

A fantasia e a imaginação fazem parte do desenvolvimento infantil e são fundamentais para o crescimento saudável de nossas crianças. E ela está presente ao longo de nossa adolescência e vida adulta também  – de outro modo, como seríamos capazes de ler um livro ou “entrar” num filme enquanto assistimos? Fantasiar e imaginar são parte de nossa capacidade de criar, inventar e solucionar.

E é quando somos pequenos – ali por volta dos 3 aos 6 anos – que essa fantasia está à toda! É nesse momento que super-heróis são praticamente de carne e osso, objetos pela casa se transformam em tudo o que queremos e Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa ou a Fada do Dente estão entre as criaturas mais cotadas para dominar a Terra.

Não há como negar a força desses personagens inventados. Mas, melhor ainda, não há motivo algum para negá-los. Eles são parte de um mundo de símbolos que as crianças estão aprendendo a compreender e a utilizar, assim como a linguagem. Com a fantasia e a imaginação, nossos pequenos aprendem mais e melhor sobre o mundo, as relações entre as pessoas e o seu lugar no meio disso tudo.

Acreditar!

– e mais tarde, desacreditar – fazem parte do crescimento dos pequenos. Não há por que temer nem forçar uma “verdade” que para os pequeninos não faz nenhum sentido. Em nós mesmos ainda habita essa centelha que brilhava tão forte lá atrás, há muito tempo, no começo de tudo. Foi essa centelha de imaginação, que naqueles tempos de criança era força e brilho, que nos permitiu navegar por um mundo desconhecido e difícil. E ir, aos pouquinhos, distinguindo o real do imaginário, o certo do errado, a mentira da verdade.

E é preciso distingui-los, principalmente quando somos adultos e devemos fazer a coisa certa. Mas para sua criança não é necessário forçar nada. Aliás, adiantaria pouco: “revelar” a verdade sobre seres inventados só vai chatear os pequenos. Afinal, eles “sabem” que os super-heróis voam, as fadas trocam moedas por dentes e o coelhinho é o rei do chocolate. Você aí, ô grandão, é que não está entendendo nada!

Por isso, deixe o bom velhinho chegar, com seu sorriso incansável, seu colo generoso e sua sacola inesgotável. Deixe que ele venha, com seu cabelo macio e sua barba brilhante. E que venham também seus ajudantes mágicos e animais que tudo entendem. Porque Papai Noel chega, espalha seus presentes e se vai. É a vida: nossa crença na magia vai passar também. Mas com sorte e muito amor, nossa fé no sorriso, no colo e na generosidade vão crescer e ficar com sua criança para sempre!