Obesidade infantil

Mas é só um docinho?
18 de setembro de 2018

Por: Eliza Mayumi Matsuo Sugawara Pediatra Endocrinologista do Hospital Dona Helena

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso em todo o mundo. No Brasil, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na faixa etária pediátrica, o índice de obesos varia entre 10,8% e 33,8%, dependendo da região.

Já temos comprovação científica de que existem mais de 400 genes ligados à obesidade e que crianças com pais obesos têm maiores chances de se tornarem obesas. Porém, a maioria dos casos que vemos dentro dos consultórios são resultados do desequilíbrio entre ingestão alimentar e gasto energético. É preciso estar ciente de que os hábitos alimentares, sejam eles bons ou ruins, são aprendidos dentro de casa. Dentre os erros mais recorrentes estão o excesso e a frequência do consumo de alimentos industrializados, como sucos artificiais, bolachas e embutidos. Outro fator relevante é a falta de rotina e planejamento das refeições, que são intercaladas com vários “petiscos” ao longo do dia.

Associado ao erro alimentar, vemos também a redução de brincadeiras ao ar livre e pouco estímulo aos exercícios físicos. Em contrapartida, o tempo que crianças e adolescentes passam em frente a celulares, computadores, tablets e aparelhos de televisão aumenta.

Muitos pais têm dificuldade em reconhecer o excesso de peso dos filhos ou preferem deixar a criança crescer para emagrecer. Essa decisão é perigosa pois, ainda na infância, a obesidade pode causar doenças como a hipertensão arterial, dislipidemia (alteração no colesterol), resistência à insulina que pode preceder o diabetes tipo 2, esteatose hepática (fígado gorduroso), alterações ortopédicas (problemas em coluna, quadril e joelhos principalmente) e síndrome de ovários policísticos.


Como evitar?

Dê o exemplo: não adianta cobrar dos filhos que comam frutas e verduras se os pais compram e consomem refrigerante, suco artificial e fast food diariamente.

Planeje as refeições: existem opções saudáveis e práticas mesmo para quem trabalha fora e tem um dia corrido. Recorrer às bolachas e sucos prontos pode parecer inocente, mas imagine seu filho comendo/bebendo isso cinco vezes por semana?

Inclua frutas e verduras no cardápio: muitas crianças e adolescentes são seletivos, por isso a introdução de novos alimentos é lenta e gradual. Reduza o consumo de salgadinhos em pacote, macarrão instantâneo, bebidas açucaradas, bolachas, nuggets e embutidos e introduza frutas, verduras e alimentos não industrializados.

Estimule atividades físicas: pode ser natação, futebol ou judô ou brincadeiras ao ar livre, como andar de bicicleta, pular corda e dançar. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta a prática de atividade física durante 60 minutos diariamente.


Uma rede completa de serviços ao seu dispor

R Blumenau, 123 – Centro, Joinville  – Tel.: (47) 3451-3333

www.donahelena.com.br