Alimentação
21 de outubro de 2016
Relação familiar
21 de outubro de 2016

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É possível fazer menos para fazer melhor?

A família de hoje vive cercada de informação, produtos e possibilidades. Mas essa abundância nem sempre se traduz em mais felicidade ou facilidade. São muitas as dúvidas na hora de escolher qualquer coisa para a criança: o que eles devem comer? O que precisam vestir? Qual a melhor cadeirinha/ mamadeira/ escola? Pode ir sozinho na festa/ na quadra de futebol/ no vizinho do prédio? Em meio a tantas decisões, os pais se esforçam para serem “perfeitos”. Mas muitos acabam cheios de ansiedade, dúvidas e culpa.

Mas será possível, ou desejável, atingir a perfeição ao educar nossos filhos? Duas autoras americanas, Christine Koh e Asha Dornfest, pensam que não. E, há algum tempo, lançaram um livro desafiador intitulado “Minimal Parenting”. Nele, elas sugerem que é preciso rever nossa educação de “excessos” e se dedicar a achar um jeito “minimalista” de criar nossos filhos. Não se trata de negligência ou de fazer o mínimo e deixar que as crianças “se virem”. A proposta das duas é que, ao ser minimalista, o espaço se abra para o que tem importância, aumentando a alegria, o significado e a conexão da família.

Fazer menos é

fazer o que importa

E como isso pode ser feito? Com autoconhecimento. Só assim é possível deixar de lado a interminável lista do que “deve” ser feito e substituí-la pelo que realmente vale a pena. O autoconhecimento é que vai permitir que a família viva de acordo com seus valores mais profundos – tudo aquilo em que realmente acredita e valoriza.

Na prática, as autoras sugerem um trabalho de reflexão para que esse autoconhecimento comece a se revelar. E até dão ideias de perguntas que podem ser úteis. Vale a pena perguntar-se “o que eu agradeço por ter aprendido com meus pais”. Mas também vale se perguntar o que você gostaria de fazer diferente. Faz parte desse autoconhecimento também descobrir o que é mais importante para cada um – pai e mãe – e como gostariam que o filho vivesse nesse mundo.

Respeito + confiança = AMOR

As autoras também sugerem que é fundamental respeitar o jeito de cada um. Todo mundo tem seu jeito de ser e é preciso generosidade para enxergar, compreender e aceitar isso. Aqui também vale responder algumas perguntas: como eu descreveria meu filho/marido/esposa em uma palavra? No que somos similares? Em que somos diferentes? Meu filho/marido/esposa fica mais feliz quando?

Por último, Christine Koh e Asha Doshnet sugerem confiar na sua capacidade de tomar decisões. Afinal, em meio a tantas ideias, listas, dicas, boatos ou informações científicas e cercada de palpites e exemplos, reais ou virtuais, é bom se lembrar de que você também é capaz. De criar filhos perfeitos? A perfeição entre humanos é bastante rara. Melhor criar um ser humano suficientemente bom. E, de preferência, mais confiante na sua própria capacidade também.

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