Obesidade infantil
5 de outubro de 2018

Cuidar de Si

Por: Dra Catarina Costa Marques

A chegada de um bebê geralmente provoca diversas mudanças na dinâmica da família. Muitas vezes, nós (mães) ficamos sobrecarregadas e imersas nas funções de alimentar, cuidar, trocar, dar banho, adormecer, acalmar o novo filho e acabamos esquecendo de nós mesmas.

Esquecendo de nós mesmas, acabamos por ter menos para oferecer a quem mais amamos: nossa família. Menos paciência, menos carinho, menos tolerância, menos respeito por nós e pelos nossos filhos, pois estamos exaustas, com o “tanque” vazio.  Para podermos desenvolver e manter o autocontrole é importante estarmos bem, nos olharmos, nos percebermos e nos perdoarmos. É necessário abrirmos mão da perfeição. Não precisamos ser mães perfeitas, podemos ser apenas mães “suficientemente boas”.

Quando nos referimos a autocuidado, geralmente nos remetemos aos cuidados físicos. Mas o autocuidado vai muito além de fazer as unhas, ir para a academia ou ao salão de beleza. É sobre identificar quais são as nossas reais necessidades emocionais naquele momento e fazer algo para atendê-las. Talvez a sua necessidade seja apenas um momento de silêncio, ou uma conversa com uma amiga querida, pode ser uma simples refeição quentinha ou até mesmo algumas horas de sono.

Quando conseguimos superar a culpa e nos permitimos exercer o autocuidado, acabamos inspirando e servindo de modelo para nossos pequenos. E assim, desempenhamos o papel mais importante da parentalidade: o de sermos “preparadoras emocionais” dos nossos filhos.

Encontrar um tempo para cuidar de si não é sinônimo de egoísmo, não tem a ver com abandono. Cuidar de nós mesmas tem a ver com a necessidade de nos fortalecermos para estarmos inteiras na relação com o outro. É sobre nos priorizarmos para estarmos legitimamente disponíveis para estabelecermos conexões verdadeiras e de qualidade com quem convivemos.

Apenas nós mesmas podemos nos autorizar para atendermos as nossas necessidades, sem culpa, sem dor. Precisamos cuidar e curar nossa criança interna, para podermos ser mães melhores para os nossos filhos.

Dra Catarina Costa Marques

(CRM/SC 6742 e CRP 12/08067)

Mãe, Médica Pediatra (Especialização em Adolescência), Psicóloga (Formação em Terapia Familiar Sistêmica e Terapia Cognitivo Comportamental). Desenvolve o seu trabalho em Consultório Particular (Psicoterapia de Adolescentes e Orientação de Pais), coordena Grupos e promove Workshops.

Psicoterapia para Adolescentes e Orientação de Pais pautados nos conceitos da Parentalidade Positiva.

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